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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

frutos modernos

A violência é a expressão moderna da evolução humana,uma ópera infame,letras das manchetes diárias dos principais jornais das capitais,um espetáculo de mau gosto,mas que o povo gosta de ler e saber que existe uma bala perdida no final de uma cena de novela ou do poema,mas quem são essas persornas non gratas que semeiam a volência de forma homeopática pelos meios da comunicação e educação:os políticos,os magistrados,a polícia,a escola,o hospital,o morro,os traficantes e dependentes,os bêbados,o trânsito,os meninos de rua,as prostitutas,os bailes funks,os santos do pau-oco,os vendedores ambulantes,os viciados,os programas enlatados de tv,os vagabundos,os vencedores e perdedores,os turistas,os rebeldes sem causa,os playboys,as operadoras de telefonia,os supermercados,os bancos,os neos,os jogos eletrônicos,os paraíbas,o futebol,a mídia,os americanos,os judeus,os ateus...ou todos e tudo não passa de um jogo de diversão,afinal com quantos paus se faz uma cangalha?

exaustivamente humano

O desassossego é o ócio dos artistas... Nada mais, além disso. Fora isso é tudo só ilusão, desde o materialismo atual até a quântica imortal. Todo desequilíbrio moderno das finanças transpira em minha vida econômica, são cartões, prestações, ações e estou farto disso ou daquilo, mas eu sei disso, mas afinal não é o que eu quero ser, pra se ganhar, alguém tem que perder, não importa é a lei entrópica do universo sem lei, isso me estraga me abandono de mim, e nem consigo cantar, nasci desastradamente desafinado, sem ritmo querendo botar meu bloco na rua antes do carnaval chegar. Mas como isso acaba, tem um dia ou uma noite final, um juízo afinal, o apito final, uns choram, outros comemoram, outros sorrateiramente se apaixonam... É o destino de ser nordestino e convencer essa tribo do quilo de feijão ta mais caro que a solidão. Distribuo palavras ao nada, sem nexo, são sós pensamentos melódico que executam alguma sinfonia em tom nem menor, nem maior. Apenas uma canção silenciosa ou qualquer bobagem, esqueça, pra preencher esse lindo fim de tarde e ficar sem dizer o q quer entender. Saio para me distrair, tomar um xop,comer algo,caminho seguindo sozinho,perdido em meus pensamentos,contemplo a beira da estrada um homem,um mendigo,sem carinho e sem abrigo,com todo abandono que se tem direito,sujo,sem parentes importantes,sem cpf ou rg,igual ou quanto diferente de mim? Pede atenção pra sua decepção consigo e já faz alguns dias sem comer, sem roupas, só com um calção todo rasgado, exibindo toda sua intimidade, o pau está pra fora pra chamar atenção, entre ruas, carros e gente como a gente, que segue pra frente, com seus importados, quem se importa?...Eu?Totalmente sem noção, mais desligado ainda, tomo uma atitude que acredito que vou salvar o mundo, ando até ele e me dispo, ”vista minhas roupas”, dou todo meu dinheiro a ele... e saio leve,feliz,acho que fiz isso porque quis,sigo, nesse momento lembro do xop,amor meu grande amor ,corro até o mendigo e vejo um brilho intenso nos seus olhos,é pura alegria,parece um homem normal,será que é tudo igual ? Peço um trocado pro trago, ele ri e me diz “vai trabalhar vagabundo”... A raça humana é pura ilusão
"eu sou o sim,
eu sou o não
eu sou o simenão"