quanto custa meu poema?
meu poema não é caro
nem barato
meu poema é de graça
mas me custa os olhos da cara
quinta-feira, 26 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
perdido na noite
Baby
Acorda vem ser feliz
Em nova York ou são Luis
Mas é preciso acordar
Baby
Mandei um cartão postal
Poema de Florbela
E azulejo do colonial
Pra vc se lembrar
Ta tudo tão natural
Sexo, droga e carnaval
Ta tudo tão desigual
Justiça cinema e capital
Mas eu quero te beijar
E não posso ficar de braços cruzados
De boca fechada esperando a morte chegar
Acorda vem ser feliz
Em nova York ou são Luis
Mas é preciso acordar
Baby
Mandei um cartão postal
Poema de Florbela
E azulejo do colonial
Pra vc se lembrar
Ta tudo tão natural
Sexo, droga e carnaval
Ta tudo tão desigual
Justiça cinema e capital
Mas eu quero te beijar
E não posso ficar de braços cruzados
De boca fechada esperando a morte chegar
quarta-feira, 18 de março de 2009
imparperfeito
IM(PAR)PERFEITO
Quando quero dia, você quer luar
Quando quero colo, você quer pular
Quando quero pose, você quer dançar
Quando quero beijo, você não está afim
Quando quero trânsito, você solidão
Quando quero cama, você multidão
Quando quero hoje, você amanhã
Quando quero novo, você arroz com feijão
Quando quero chuva, você futebol
Quando quero samba, você rock and roll
Depois não vai dizer que eu não fui feito pra você
Depois não vai dizer que o amor é perfeito só na tv(jp)
Quando quero dia, você quer luar
Quando quero colo, você quer pular
Quando quero pose, você quer dançar
Quando quero beijo, você não está afim
Quando quero trânsito, você solidão
Quando quero cama, você multidão
Quando quero hoje, você amanhã
Quando quero novo, você arroz com feijão
Quando quero chuva, você futebol
Quando quero samba, você rock and roll
Depois não vai dizer que eu não fui feito pra você
Depois não vai dizer que o amor é perfeito só na tv(jp)
FATOS
cuspir um poema é fácil
quando se vicia em vernáculos
uma dose , outra dose, uma aspirada....
a palavra está lá
guardada
em fileiras
empoeiradas
louca de desejo pra ser tua vida
ser tua cara
mas tu
estupidamente
toma café
almoça
janta
conversa bobagem o dia inteiro
assiste aos enlatados da televisão
espera angustiosamente
todo mês
seu vencimento mínimo
de trabalhador intelectual
e todos os dias quando vai ao banheiro
rezar
se transforma no verdadeiro
herói
desse cinemavidaimaginário
quando se vicia em vernáculos
uma dose , outra dose, uma aspirada....
a palavra está lá
guardada
em fileiras
empoeiradas
louca de desejo pra ser tua vida
ser tua cara
mas tu
estupidamente
toma café
almoça
janta
conversa bobagem o dia inteiro
assiste aos enlatados da televisão
espera angustiosamente
todo mês
seu vencimento mínimo
de trabalhador intelectual
e todos os dias quando vai ao banheiro
rezar
se transforma no verdadeiro
herói
desse cinemavidaimaginário
sexta-feira, 13 de março de 2009
vida urbana
vida urbana p/renato russo e cazuza
ando tão distante o amor criou varizes
a vida é uma loucura buscamos o paraíso
como tratar o amor? um fruto proibido?
uma reprodução, um sim, um não
manhã de sol, tarde de arrebol
noite de lua cheia e o vício sempre a mesa
o céu, o mar, a terra o ar sonhos que incendeiam
quantas ilusões, canções e corações
somos tão confusos e ainda incompletos
dias de verão, mãos que envelhecem
tráfego urbano metáforas cansadas
aborto de menina que love mais estranho
reflexo perturbado do meu rosto no espelho
o céu, o mar, a terra o ar
sonhos que me queimam
ando tão distante o amor criou varizes
a vida é uma loucura buscamos o paraíso
como tratar o amor? um fruto proibido?
uma reprodução, um sim, um não
manhã de sol, tarde de arrebol
noite de lua cheia e o vício sempre a mesa
o céu, o mar, a terra o ar sonhos que incendeiam
quantas ilusões, canções e corações
somos tão confusos e ainda incompletos
dias de verão, mãos que envelhecem
tráfego urbano metáforas cansadas
aborto de menina que love mais estranho
reflexo perturbado do meu rosto no espelho
o céu, o mar, a terra o ar
sonhos que me queimam
quarta-feira, 11 de março de 2009
cenas
o poema acorda cedo
mija
escova os dentes
lava o rosto
toma um gole de café
fuma um cigarro
e está pronto pra suas caminhadas matinais
mas o poeta ainda sonolento
com o gosto de menta na boca misturado com o amargor da vida anterior
exagerado nas doses de conhaque
doma sua lucidez
e passa a borracha
pra deletar de novo o novo poema
mija
escova os dentes
lava o rosto
toma um gole de café
fuma um cigarro
e está pronto pra suas caminhadas matinais
mas o poeta ainda sonolento
com o gosto de menta na boca misturado com o amargor da vida anterior
exagerado nas doses de conhaque
doma sua lucidez
e passa a borracha
pra deletar de novo o novo poema
terça-feira, 10 de março de 2009
pró-instituição do casamento
pró-instituição do casamento
o dia é cinzento tem água caída
o trânsito louco tem pega e batida
sábado a noite tem grata comida
o papel em branco já virou poesia
foi quando vc surgiu na minha vida
eu quis voar pro sol
eu quis beber o mar
eu quis lamber o chão
eu quis te amar
é quando vc diz que me ama
por um pouco de grana
diz que é minha mulher
o quê vou fazer? são tempos modernos
não ando de terno
mas ando com febre
o dia é cinzento tem água caída
o trânsito louco tem pega e batida
sábado a noite tem grata comida
o papel em branco já virou poesia
foi quando vc surgiu na minha vida
eu quis voar pro sol
eu quis beber o mar
eu quis lamber o chão
eu quis te amar
é quando vc diz que me ama
por um pouco de grana
diz que é minha mulher
o quê vou fazer? são tempos modernos
não ando de terno
mas ando com febre
domingo, 8 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
mamafricalibre
Mamáfricalibre
Somos o povo negro
Tenemos personalidad
Consciência de uma raça
Herdeiros e compositores
Guerreiros e executores
Dos tambores culturais
Vamos reconstruir essa nação
Mãe nos dê seu carinho
Mãe não nos deixe sozinho
Mãe liberte o açoite
Mãe-africa mamáfrica
O sonho não morreu !
Passinho
Somos o povo negro
Tenemos personalidad
Consciência de uma raça
Herdeiros e compositores
Guerreiros e executores
Dos tambores culturais
Vamos reconstruir essa nação
Mãe nos dê seu carinho
Mãe não nos deixe sozinho
Mãe liberte o açoite
Mãe-africa mamáfrica
O sonho não morreu !
Passinho
sexta-feira, 6 de março de 2009
agosto
agosto
agosto traz esse desespero azul
e essa saudade envolvida por peles
reflete essa eterna espera
do começo ao fim do começo ao fim
encontrar então uma palavra
que diga o que verdadeiramente importa
é derreter esse gelo que envolve
o fogo de toda paixão
e o sonho molhado de lágrimas
que escorre sobre o lençol
inunda a cama ainda vazia
com esse agosto amargo de dor
agosto traz esse desespero azul
e essa saudade envolvida por peles
reflete essa eterna espera
do começo ao fim do começo ao fim
encontrar então uma palavra
que diga o que verdadeiramente importa
é derreter esse gelo que envolve
o fogo de toda paixão
e o sonho molhado de lágrimas
que escorre sobre o lençol
inunda a cama ainda vazia
com esse agosto amargo de dor
quinta-feira, 5 de março de 2009
um poema pr Pessoa
Um poema pra Pessoa
“eu já escrevi poemas de amor
escrevi bilhetinhos de amor
rimas de amor
coisas simples de quem ama
de quem sonha...
mas o interessante é que eu escondia todo esse amor
numa pasta
essa pasta eu guardava numa estante
uma estante de compensado
um vizinho de minha mãe fez pra eu guardar meus trecos, meu livros...meus sonhos
essa estante sobrevive ao tempo no meu quarto na casa de minha mãe
recentemente voltei a casa de minha mãe
estava sem nada pra fazer
comecei a remexer os trecos da velha estante
a pasta continuava lá
cheia de amor pra dá
guardada, empoeirada...
e eu agora aqui relendo esses poemas percebi como fui ridiculamente feliz
e hoje eu sei porque tenho sido mais ridículo ainda
porque tudo que me basta
eu abandonei numa pasta”
vamos escrever poesia
“eu já escrevi poemas de amor
escrevi bilhetinhos de amor
rimas de amor
coisas simples de quem ama
de quem sonha...
mas o interessante é que eu escondia todo esse amor
numa pasta
essa pasta eu guardava numa estante
uma estante de compensado
um vizinho de minha mãe fez pra eu guardar meus trecos, meu livros...meus sonhos
essa estante sobrevive ao tempo no meu quarto na casa de minha mãe
recentemente voltei a casa de minha mãe
estava sem nada pra fazer
comecei a remexer os trecos da velha estante
a pasta continuava lá
cheia de amor pra dá
guardada, empoeirada...
e eu agora aqui relendo esses poemas percebi como fui ridiculamente feliz
e hoje eu sei porque tenho sido mais ridículo ainda
porque tudo que me basta
eu abandonei numa pasta”
vamos escrever poesia
segunda-feira, 2 de março de 2009
eu sou só saudade
hoje eu já sei o que sou
hoje
eu sou
só saudade
saudade de quê?
saudade de tudo que foi importante na minha vida e o que já foi e o que não foi...
saudade no quarto quando vejo os retratos, os amigos, os fatos
saudade de quem nunca mais vi, do que nunca mais ri...
saudade do meu primeiro, do meu segundo, do meu terceiro...dos meu amores que vivi
das brigas e das dores
saudade de quem partiu, de quem sumiu
de quem não veio
saudade de onde não fui
saudade daquilo que passou ligeiro
daquilo que chegou sorrateiro
saudade das canções
saudade do cheiro, da cozinha e do tempero
saudade não tem cor
mas deixa essa dor
e nada me deixa mais contente
em saber que o que está ausente
já foi meu presente
hoje eu já sei o que sou
(jp)
e eu só completo o seu poema com um verso de um poema meu:a tua ausência é presença que não posso possuir.(ana)
hoje
eu sou
só saudade
saudade de quê?
saudade de tudo que foi importante na minha vida e o que já foi e o que não foi...
saudade no quarto quando vejo os retratos, os amigos, os fatos
saudade de quem nunca mais vi, do que nunca mais ri...
saudade do meu primeiro, do meu segundo, do meu terceiro...dos meu amores que vivi
das brigas e das dores
saudade de quem partiu, de quem sumiu
de quem não veio
saudade de onde não fui
saudade daquilo que passou ligeiro
daquilo que chegou sorrateiro
saudade das canções
saudade do cheiro, da cozinha e do tempero
saudade não tem cor
mas deixa essa dor
e nada me deixa mais contente
em saber que o que está ausente
já foi meu presente
hoje eu já sei o que sou
(jp)
e eu só completo o seu poema com um verso de um poema meu:a tua ausência é presença que não posso possuir.(ana)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
pedaços de mim
Um papo cheio de idéias e ideais
Algo tipo assim
Um beijo rouge carmim
com uma navalha afiada na ponta da língua
Cortando a fina flor da pele
éguas, espere!
Não precisamos de nenhum despertador
Nem de um galo cantador
Pra anunciar que o sol já raiou!"
Algo tipo assim
Um beijo rouge carmim
com uma navalha afiada na ponta da língua
Cortando a fina flor da pele
éguas, espere!
Não precisamos de nenhum despertador
Nem de um galo cantador
Pra anunciar que o sol já raiou!"
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
“você vai comer na minha mão
Fazer meu prato
Esfregar meu chão
Você vai cair na minha rede
Lavar minha roupa
Matar minha sede
Você vai comer o pão que eu amassar
E quando eu chamar
Você tem que ajoelhar e rezar
Nas férias vou te mandar pra medelin
Só pra você sentir saudade de mim
E eu ainda vou te fazer uma favor
Vou fazer você morrer
Morrer de amor”
Jp
Fazer meu prato
Esfregar meu chão
Você vai cair na minha rede
Lavar minha roupa
Matar minha sede
Você vai comer o pão que eu amassar
E quando eu chamar
Você tem que ajoelhar e rezar
Nas férias vou te mandar pra medelin
Só pra você sentir saudade de mim
E eu ainda vou te fazer uma favor
Vou fazer você morrer
Morrer de amor”
Jp
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
“MANIFESTO DE UM POETA CONSUMUNISTA APÓS O PÓS-ENGLERMARXISMO SIR GUIDO COM MANTEGA”
“MANIFESTO DE UM POETA CONSUMUNISTA APÓS O PÓS-ENGLERMARXISMO SIR GUIDO COM MANTEGA”
“A revolução inevitável
Dar-se-á
Dentro de um BMW ou de um FORD
Com uma princesa do lado
Negra ou fogoió
A mais de 150km/h
Com o AC ligado
Ela fazendo o que o poeta mais gosta
E ele gritando:
Trabalhadores vão morrer a míngua,
MINHA TARA É MINHA LÍNGUA.” (jorgepassinho)
Nota-AC: ar condicionado é claro.
“A revolução inevitável
Dar-se-á
Dentro de um BMW ou de um FORD
Com uma princesa do lado
Negra ou fogoió
A mais de 150km/h
Com o AC ligado
Ela fazendo o que o poeta mais gosta
E ele gritando:
Trabalhadores vão morrer a míngua,
MINHA TARA É MINHA LÍNGUA.” (jorgepassinho)
Nota-AC: ar condicionado é claro.
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