o poema acorda cedo
mija
escova os dentes
lava o rosto
toma um gole de café
fuma um cigarro
e está pronto pra suas caminhadas matinais
mas o poeta ainda sonolento
com o gosto de menta na boca misturado com o amargor da vida anterior
exagerado nas doses de conhaque
doma sua lucidez
e passa a borracha
pra deletar de novo o novo poema

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